Vou contar uma história
Que mais parece um despautério
Lá tem Collor, Renan, Delúbio
Aqui tem um tal de Robélio
Na hora da eleição
Ele promete muito trabalho
Depois de eleito, então
Pro povão só o rebotalho
No hospital não tem leito
Na escola não tem mobiliário
Na verdade, quem trabalha,
O Robélio só atrapalha
Pra ele o que importa
É empregar a parentalha
Robélio transformou
Campinas em Brasília
Aqui só tem Carnaval
E emprego pra família
Robélio e os seus são saudosos
Dos tempos da ditadura
Se o servidor faz greve
Perdem logo a compostura
E o Lago que era tranquilo
Agora esta revolto
Vejam como ele mostra
A cara de homem torto
Então ele chama o choque
Mas isso não é suficiente
Daí ele diz que a PM
É que é leniente
Porque não quis bater
Em enfermeira e aposentado
Mas pra todos fica claro
Que o Lago é um despeitado
Que nesse lago embarreado
Ele é só mais um coitado
Ele só faz parte do aparelho
Que o Robélio aqui montou
Transformou a prefeitura
Em um grande pardieiro
Robélio tem dinheiro
Para ele e para os seus
O povo e o servidor
Tem que pedir pra Deus
Ficamos a ver navios
E aqui nem praia tem
Aqui, a Educação não é nada
E o Professor não é ninguém
Mas para o servidor,
que constrói, de verdade
Essa Cidade
Nada mais resta,
mobilização e gás na testa,
ninguem mais aguenta
tanto choque e essa pimenta
Cabe a você cidadão,
cabe a você eleitor
usar seu voto com arte
prá acabar com esse terror
Mas o mesmo servidor,
que constrói, de verdade
Essa Cidade
Ainda resta a razão,
Então todos se mobilizam
Saem pra rua e mostram a todos
Que para a população
As coisas se precarizam
e ainda os secretários
se divertem e ironizam
Sabem que na verdade,
é somente para Robélio
que as verbas se agilizam
Porque são os parentes deles
Aqueles que mais precisam
***
EMERSON,
O autor não é servidor,
Mas arriscou de poeta
Porque a podridão da política
De todo modo me afeta
sexta-feira, 5 de junho de 2009
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