sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um Novo Feudalismo - Considerações sobre a Crise Mundial

Há tempos tivemos um sonho que está sendo dizimado. Sonhavamos em ser livres, em construir um mundo de possibilidades, onde todos tivessem seu quinhão; Mas por sonhar demais nos perdemos no caminho, e nossos inimigos, os Cavaleiros do Capital se reorganizaram. Um novo feudalismo se instala no mundo, velhos e novos senhores feudais desenterram suas jóias, suas armas e compram seu séquito.
A disputa pelas suas possessões esta mais cruenta que nunca e gerou a atual Crise Mundial, que ameaça todos os trabalhadores e camponeses deste planeta.Os senhores feudais depois de suas peripécias financeiras mal sucedidas recorrem aos governos nacionais para sanar através da doação dos recursos públicos suas inabilidades, irresponsabilidades e inconsequências.
Executaram bem este atentado terrorista contra uma verdadeira democracia mundial. Sustentam guerras contra povos livres e povos que não se submetem as suas intenções nefastas, embargando nações que não querem seguir sua cartilha. E mais uma vez quem paga esta conta? A burguesia, a elite ou o clero? Não, o trabalhador, o camponês.
As relações trabalhistas neste feudalismo do capital são verdadeiros regimes escravagistas, onde os trabalhadores são obrigados a uma submissão total as condições oferecidas. Sem poder ter uma vida digna.
A educação e a saúde deixam muito a desejar propositalmente, pois, povo mal educado e doente é mais facilmente conduzido.
As leis, bulas, regras, eticas e morais proliferam como pragas, tendo infinitas interpretações. Mas nenhuma delas tem papel de igualar as relações de poder entre ricos e pobres.
O Brasil não escapou desta nova Idade das Trevas, que foi iniciada com o Golpe de 64, teve na morte de Tancredo Neves um fato marcante , e agravada no tempo, tem seu ápice na “esperançosa” eleição em 2002 de Lula para a Presidência da República.
Lula que sempre se orgulhou de liderar greves no ABC, de liderar a luta pela redemocratização, das Diretas Já, de ser um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, se vendeu por um trono. Fez alianças antes nunca pensadas pra ser coroado imperador do Brasil, tentando assim inaugurar um dinastia, a petista.
Governa para as grandes corporações que oprimem e exploram os povos do mundo. Sucateia o patrimônio público privatizando empresas, terceirizando o estado, doando verbas públicas pra salvar bancos privados.
E agora o imperador Lula, aceitou colocar recursos gerados pelos nosso trabalhadores no Fundo Monetário Internacional, que ele no passado nem tão distante assim repudiava. O país disponibilizará até o limite de US$ 4,5 bilhões, valor proporcional à cota do Brasil no Fundo. O dinheiro sairá das reservas internacionais, que estão hoje em cerca de US$ 200 bilhões.
Por que manter essas reservas geradas numa pelo superávit fiscal numa "poupança" se há tanta desigualdade no Brasil? O caos na saúde, educação, moradia, saneamento, infraestrutura não justificariam sua utilização dentro do território nacional?
E nos municipios brasileiros os novos e os velhos nobres vivem a se esbaldar em orgias financeiras, a esbanjar dinheiro público, diante dos trabalhadores numa clara afronta. Governam como se estivessem nos seus quintais para tratar de seus cães, atirando a eles os restos de seus banquetes.
Agora é hora em que devemos nos unir, deixar de lado as divêrgencias político-idelógicas e resistir, lutando com todas as armas que tivermos. Dar voz as indignações, em todos os espaços de mobilizações sociais, pra gerar uma onda de choque muito grande no sistema.
Só desta forma faremos ruir os pilares do capitalismo!
Fábio Beraldo - Professor Adjunto Geografia

Um comentário:

silva_tima disse...

Fábio; compactuo em parte com sua ideia, mas fico pensando, como faremos para romper os pilares do capitalismo?! Também vejo uma certa incoerência na sua idéia, quando diz que temos que deixar as divergências político-ideológicas, não são as politicas_ideologicas que nos norteam? E que nos faz divergir? São essas divergências que nos movem, como se pode ruir o capitalismo se formos deixar de divergir!? Por exemplo fazer as criticas as nossas vanguardas.