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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Notícia da Rádio Agência NP, 02/06/2009



A greve dos servidores municipais da cidade de Campinas (SP) completou 14 dias nesta terça-feira (02). Para compensar as perdas da inflação, os trabalhadores exigem pelo menos aumento salarial em 7% e 11% de aumento real. Eles receberam com indignação a proposta da prefeitura, que ofereceu reajuste de pouco menos de 6%, pagos em parcelas - 3% em junho e o restante no final do ano.

Para o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Campinas (STMC), a proposta é vexatória. O coordenador do Sindicato, Marionaldo Fernandes Maciel, afirma que o reajuste pago em parcelas significa um achatamento salarial.

“Os trabalhadores estão resistindo à proposta que o governo apresenta porque é um rebaixamento salarial. O [prefeito] Hélio teve 56% de reajuste no seu salário, de seus secretários e de sua esposa que é chefe de gabinete. Isso deixou o trabalhador indignado, eles não acreditam nesse governo.”

O prefeito Doutor Hélio de Oliveira (PDT) alega que o reajuste no salário dos trabalhadores é inviável, mesmo com o aumento da arrecadação municipal em 13% no último ano. Segundo ele, o reajuste exigido estoura o limite sugerido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, com os gastos na folha de pagamento.

Os trabalhadores aceitam negociar os 11% de aumento salarial, mas não abrem mão dos 7% de reposição da inflação. O índice oferecido pela prefeitura não cobre a inflação até o final do ano e não será incorporado no décimo terceiro salário.

Em assembleia nesta terça-feira (02), os servidores decidem os próximos passos do movimento.

De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso. (02/06/09)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Abaixo a Repressão - 6



Aproveitando o recado da colega Mari, o nosso blog traz mais uma música.

Nossa interpretação sobre esse governo continua ganhando cada vez mais ganha eco na cidade.

Essa greve é o começo da luta. Como disse a Mari em mensagem, a categoria é forte demais. Pelos próximos anos, estaremos juntos lutando por um serviço público de qualidade e pela nossa valorização profissional e lembrando a população da conduta dessa administração e do tratamento que nós servidores estamos tendo durante essa greve.

Essa música é uma homenagem pelo que fizemos e uma mensagem para lembrarmos que ainda temos muito o que fazer!

Não vão me matar - O Rappa

Eu não quero mais saber de sofrer não
Não quero não
Me contam histórias diferentes
Achando que eu vou acreditar

Enganam o povo com promessas
Tentando induzi-los a acreditar
Que a consciência do ser humano
De repente pode até falhar

Quem bate esquece quem apanha...
... quem apanha quer se vingar

Criticam essa raça tão bonita
Que é capaz de agüentar
Torturas, humilhações à parte
Podem pisar, mas não vão me matar

Cantando a verdade, falando da vida
Contando história, falando de amor
Brigando com a vida, prá ser mais feliz
Não vão me matar

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Polícia PRIMEIRO PARA OS QUE MAIS PRECISAM, de polícia

Polícia para o Hélio e seus aliados, que é quem precisa da polícia...



Titãs - Polícia. Atendendo a pedido da Luana80.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Uma música para o dia de hoje


Milton Nascimento - Coração Civil

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país

Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver

São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Bom sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter

Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso,um dia se realizar

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Música - Todos juntos

Todos juntos (Enriquez - Bardotti - Versão de Chico Buarque 1977)


Atendendo a pedido da Simone.

domingo, 31 de maio de 2009

Deu na Rádio Agência NP de São Paulo

Reportagem da Rádio Agência NP - São Paulo (27/05/2009)

Música tema da Campanha Salarial de 2009

Sal da Terra - Beto Guedes e Flávio Venturini.

Quem merece...

Há dias penso em colegas que ainda estão nas UEs e enfraquecem colegas que aderiram ao movimento.

Há profissionais mais antigos no serviço público de Campinas e que talvez tenham vivido greves tão grandes como esta. Eu não. Vivi outras sim, por outros motivos até, como a greve contra o Plano de Cargos, a grande brecha que o governo escancarou para as terceirizações e desqualificação dos servidores. Mas sempre com poucas adesões, na luta por levar mais alguns colegas de cada unidade.

Hoje, saem comandos de greve para trazer outras Unidades! Sim, Unidades inteiras fechadas! Eu não tinha vivido isso!

Por este motivo penso: como neste momento histórico, como com tanto respaldo de um movimento feito dentro da legalidade e tão grande, ainda temos colegas trabalhando nas unidades, com tanto trabalho a ser feito, em Movimento, no Paço Municipal? Penso, se não param nessa greve, se não se manifestam desta vez... quando então?

Em uma greve que tem tanta adesão e por isso mesmo tanto assédio moral e pressões para o retorno ao trabalho, o papel cumprido por quem fica na escola e não se une ao movimento é não só de enfraquecimento da greve, como da exposição dos colegas. Quem fica na escola fica entre a ‘cruz e a espada’ na dúvida se encaminha ou não nomes dos grevistas as NAEDs, se substitui ou não colegas em greve, se refaz horário de aula, se vê na situação de ‘assinar o ponto’ sem ter alunos, tendo que repor estas aulas mesmo sem aderir ao movimento, sofre as cobranças da comunidade sem ter condições de argumentar a favor da luta... E mais não sei quantos sofrimentos (assim como nós, em greve) passa!

Não vejo como construirmos parcerias de luta pelo serviço público de qualidade com as comunidades que atendemos com metade dos professores trabalhando, outros em greve, outros que não estão em greve nem trabalhando, pois os alunos não têm comparecido às poucas aulas... Que coletivo constituímos? Penso que mais coerentes são os que apesar do medo e da insegurança presente em todo local de trabalho, decidem fechar as portas da escola e coletivamente enfrentarem a as conseqüências da luta. Como grupo enfrentarão! Na Unidade de trabalho e como parte de um coletivo maior: de servidores públicos em greve!

Que profissionais somos nós que frente a possibilidade de construirmos uma unidade de luta escolhemos a solidão e a omissão?

Lourdinha nos perguntou em outro texto postado em nosso BLOG: “Você acha que nós, profissionais da educação municipal, não temos motivos para participar desse movimento coletivo que busca lutar pela melhoria da qualidade da educação no município?”

Quem vai às ruas gritar ‘aos quatro ventos’ as más condições de trabalho que temos, a imoralidade de um governo que tem um número absurdo de comissionados que todo mês tira milhões (!) dos nossos bolsos, que qualquer trabalhador merece que seu salário seja corrigido pelo menos para que a inflação não o reduza?! Quem luta por estes direitos?

Os servidores ainda podem fazer uso do direito da greve, apesar dos jornais insistirem em argumentos contra leis que asseguram esta possibilidade. Nós ainda podemos além de lutar por direitos trabalhistas, denunciar o que vem sendo feito com o dinheiro público! Quem mais consegue fazer isso hoje?

A unidade do movimento pode abreviá-lo e podemos todos retomar aos nossos locais de trabalhos mais fortalecidos, seguros de que ainda temos força para brigar, não somente por direitos nossos, mas pela qualidade do serviço oferecido à população da cidade.

Infelizmente, tenho ouvido com freqüência a música “Comportamento geral” de Gonzaguinha por estes dias e lembrado de algumas colegas... Foi ela, tocada no rádio há minutos atrás, que mobilizou esta escrita... Não merecemos o que temos vivido!

Comportamento Geral
Composição: Gonzaguinha

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
(...)
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: "Muito obrigado"
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado
(...)
Você merece, você merece (...)


Texto enviado por Mafê.

Música cantada ao microfone

Algumas pessoas gostaram da letra da música cantada por um colega e que foi apresentada no vídeo da greve. Conseguimos localizar a gravação original e trazemos aqui, para todos.

A música se chama "Subúrbio Operário" e é da banda punk "Garotos Podres".